sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Todos podem ser mestres?

Sim, mas apenas se você acreditar que todo o corpo pode ser olho! Caso contrário, a resposta é um sonoro não!


“Se o ouvido disser: “Já que não sou olho, não sou do corpo”, nem por isso deixa de ser do corpo. Se o corpo todo fosse olho, como poderíamos ouvir? E, se o corpo todo fosse ouvido, como poderíamos cheirar? Assim Deus colocou cada parte diferente do corpo conforme ele quis.”[1]


Eu acredito que o ensino na igreja está reservado a um grupo específico de pessoas que foram chamadas por Deus para esse propósito no corpo de Cristo. Vejamos o que Paulo diz em Efésios 4:11 – “Foi ele quem deu dons às pessoas. Ele escolheu alguns para serem apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas e ainda outros para pastores e mestres da Igreja.”[2]


Só Deus é sábio!

O que a Bíblia quer dizer ao afirmar que Deus é sábio? Nas Escrituras a sabedoria é uma qualidade tanto moral quanto intelectual, é mais que simples inteligência ou conhecimento, mais que esperteza ou astúcia. Para ser realmente sábio, no sentido bíblico, a inteligência e a habilidade de uma pessoa devem ser usadas para um fim útil. A sabedoria é o poder para ver e a propensão para escolher o alvo melhor e mais elevado, aliada aos meios corretos para atingi-la.

A sabedoria, na realidade, é o lado prático da bondade moral e, por isso, é encontrada em plenitude somente em Deus. Só ele é natural, inteira e invariavelmente sábio. "Sua sabedoria sempre a postos", diz com toda a verdade o hino sacro. Deus é sábio em tudo o que fez. A sabedoria, como diziam os antigos teólogos, é sua essência, assim como também o são poder, verdade, bondade — elementos que formam seu caráter. 
 
Extraído do livro: O Conhecimento de Deus, J. I. Packer - Título original: “Knowing God” - Tradução de Cleide Wolf e Rogério Portela, 2a Edição - Editora Mundo Cristão

 

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

ÊXODO 32:14 - Deus muda de ideia?

PROBLEMA: Enquanto Moisés estava no monte recebendo a Lei de Deus, o povo estava ao pé do monte adorando um bezerro de ouro que tinham construído (32:4-6). Quando Deus instruiu Moisés a descer até eles, o Senhor lhe disse que os consumiria, fazendo de Moisés "uma grande nação" (32:10). Moisés, porém, ao ouvir isso, suplicou ao Senhor que abrandasse a sua ira. O versículo 14 diz: "Então se arrependeu o Senhor do mal que dissera havia de fazer ao povo". Isso quer dizer, então, que Deus mudou de idéia. Entretanto, em 1 Samuel 15:29, Deus diz que "não é homem, para que se arrependa"; e em Malaquias 3:6 ele diz: "Porque eu, o Senhor, não mudo". Ainda, no NT, Deus demonstrou a "imutabilidade do seu propósito"(Hb 6:17), fazendo um juramento. Afinal, Deus muda ou não muda de idéia?

Deus está no controle de tudo?

Quem está no controle deste mundo, Deus ou o diabo? Há uma porção de cristãos que, olhando a situação caótica em que se encontram muitas coisas, pensam que Satanás é o rei deste mundo. Mas o que a Escritura diz é exatamente o contrário. Deus está no absoluto controle do universo que ele criou. Todas as coisas que acontecem em nossa história são o produto de um plano previamente elaborado por Deus. Deus não somente tem um plano, mas ele executa esse plano. Satanás é apenas uma das peças que fazem parte dos propósitos eternos de Deus na vida de sua criação. Satanás não é o rei deste mundo (embora seja esse o seu desejo!), mas Deus. Tudo o que acontece mostra que Deus está no trono, porque “dele e por meio dele e para ele são todas as coisas. A ele, pois, a glória eternamente. Amém” (Rm 11.36).

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Deus é auto-existente?

Deus é auto-existente, isto é, ele tem sem Si mesmo a base da Sua existência. Às vezes esta idéias é expressa dizendo-se que Ele é a causa sui (a Sua própria causa), mas não se pode considerar exata esta expressão, desde que Deus é o não acusado, que existe pela necessidade do Seu próprio Ser e, portanto, necessariamente.
O homem, por outro lado, não existe necessariamente, e tem a causa da sua existência fora dele próprio. A idéia da auto-existência de Deus era geralmente expressa pelo termo aseitas (asseidade), significando auto-originado, mas os teólogos reformados em geral o substituíram pela palavra indenpendentia (independência), expressando com ela não somente que Deus é independente em Seu Ser, mas também que é independente em tudo mais: em Suas virtudes, decretos, obras, e assim por diante.

O beijo de Judas e o mundanismo

Judas combinou um sinal com os guardas para facilitar a identificação de quem era Jesus e descartar a possibilidade de os guardas prenderem o homem errado. “Ora, o traidor lhes tinha dado este sinal: Aquele a quem eu beijar, é esse; prendei-o.” - Mateus 26:48. Não vejo outro motivo para combinar um sinal que identificasse Jesus senão pela possibilidade real de Ele ser confundido. Mas confundido com quem? 

Geralmente as pessoas utilizam-se desse texto para mostrar que Jesus tinha aparência comum de um Judeu. Jesus não era aquele loiro de olhos azuis dos filmes antigos de Hollywood sobre a páscoa e sua paixão. Jesus também não era aquela figura humana com uma auréola brilhante e bem visível sobre a cabeça, ou com uma florescência espiritual envolta de seu corpo. Não! Jesus, aos olhos humanos, era um ser humano normal. “Foi o verbo que se fez carne e habitou entre nós.”- João 1:14. 

A comparação torna-se preocupante, pelo menos para mim, quando Jesus é comparado ao mundo! O que se tem ouvido por aí com certa frequência é que Jesus estava sempre no meio do povo. Jesus era social, participava de festas, frequentava a casa de pessoas discriminadas pela sociedade, etc. Jesus era uma pessoa comum como todas as outras. Veja que Ele estava tão “próximo das pessoas do mundo” que Judas precisou beijá-lO para que os guardas pudessem saber quem era Ele. 

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

NÚMEROS 21:9 - A feitura da serpente de bronze não teria sido uma forma de idolatria?

PROBLEMA: Deus ordenou a Moisés que não fizesse nenhuma "imagem de escultura" (Êx 20:4) para que não fosse usada como um ídolo. Contudo, mais adiante ele ordenou a Moisés: "Faze uma serpente de bronze, e põe-na sobre uma haste" (Nm 21:8, R-IBB). Posteriormente, o povo adorou essa mesma imagem (2 Rs 18:4). Deus então ordenou que Moisés violasse aquele mandamento contra a idolatria, o qual Ele mesmo lhe dera?

SOLUÇÃO: Em primeiro lugar, o mandamento contra a feitura de "imagens de escultura" foi um mandamento proibindo fazer ídolos. Deus não ordenou que Moisés fizesse um ídolo para o povo adorar, mas que fizesse um símbolo para o qual eles poderiam olhar com fé e assim serem curados. Posteriormente, o povo fez daquele símbolo um ídolo. Mas isto não faria com que o símbolo se tornasse algo mau. Afinal, até a Bíblia tem sido adorada como um ídolo. Mas isso não quer dizer que Deus pretendia que ela se tornasse um ídolo.