A lei de Deus é uma expressão do caráter santo e moral de Deus (Tg 2.10-11). Nesse sentido, a lei de Deus é eterna, como o próprio Deus é eterno. Além disso, ela é também é a boa dádiva de Deus para a humanidade (Rm 7.12). Deus criou a humanidade e o mundo para operar em conformidade com sua lei. Por esse motivo, quando a lei de Deus é compreendida e aplicada corretamente, ela é nosso deleite e alegria, nosso caminho para uma vida de sucesso, e não um fardo ou maldição Os 1.8-9; 51112.1; 119.14,16,47-48, 97-113,127-128,163-167}.
Porém, a identificação, a interpretação e a aplicação correta da lei de Deus é uma tarefa complexa que exige uma análise das Escrituras como um todo. Deus revelou a sua lei a Adão e Eva na forma de suas responsabilidades gerais como portadores da imagem de Deus (Gn 1.27-30) e na proibição com respeito ao fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal (Gn 2.15-17). Deus também revelou a sua lei a Noé e aos patriarcas israelitas de várias maneiras apropriadas às suas respectivas circunstâncias. No tempo de Moisés, Deus descreveu a sua lei em detalhes, de acordo com o estágio da história da salvação em que seu povo se encontrava e também inspirou a sua primeira codificação. Outras revelações transmitidas ao povo de Deus pelos profetas do Antigo Testamento também aplicaram a lei eterna de Deus a Israel, especialmente durante o período monárquico (25m 23.1-2; 24.11). Por fim, a lei eterna de Deus foi revelada por Cristo e seus apóstolos, cujos ensinamentos são sintetizados como sendo de autoridade no Novo Testamento (p. ex., Mt 5-7). Uma vez que o caráter de Deus é imutável e nunca se contradiz, em nenhum momento os princípios de conduta exigidos num estágio da revelação contradizem outras prescrições. E, no entanto, nunca são exatamente iguais.
A expressão mais complexa da lei eterna de Deus na revelação bíblica aconteceu no período de Moisés, o grande legislador de Israel. Tradicionalmente, a teologia reformada dividiu a lei mosaica em três partes: a lei moral, a lei cerimonial (rituais, cultos, etc.) e as leis civis ou judiciais (regras sociais e criminais). Desde que nos lembremos que essas categorias se sobrepõem de várias maneiras, essa distinção tríplice é útil.
Os Dez Mandamentos expressam os princípios morais básicos da lei de Deus em dez regras simples, mas abrangentes. Essas leis são declaradas de modo um tanto abstrato e, portanto, podem ser aplicadas com relativa facilidade a todas as pessoas, lugares e épocas. As leis judiciais e cerimoniais, porém, são estreitamente ligadas a aspectos e circunstâncias da época. As cerimônias foram criadas para o culto no tabernáculo e no templo, e as leis Judiciais visavam guiar Israel como nação teocrática. Esses aspectos da lei de Moisés são relativamente difíceis de serem aplicados à era do Novo Testamento, pois as cerimônias e a organização politica de Israel se cumpriram em Cristo. Ainda assim, os princípios morais que alicerçam as leis cerimoniais e judiciais ainda devem ser aplicados ao nosso tempo.
Por fim, o próprio Novo Testamento orienta o modo de vida dos cristãos do período posterior ao ministério de Cristo aqui na terra ao fornecer suas próprias regras ou leis. A vida cristã não é desprovida de leis externas. Jesus ensinou vários princípios morais e demonstrou repetidamente como seus ensinamentos eram aplicações verdadeiras da lei de Moisés (Mt 5-7; 12.11-12; Mc 2.23-28). Os apóstolos também ensinaram os mandamentos de Deus à igreja (Jo 13.34; 1 Co 14.37; 1Jo 2.7-8) e mostraram em várias ocasiões que essas prescrições eram aplicações da revelação do Antigo Testamento. Quando Paulo declarou, não estar "sem lei para com Deus, mas debaixo da lei de Cristo" (1 Co 9.21), por exemplo, quis dizer que tinha a obrigação de guardar toda a lei de Deus do mesmo modo que Cristo e os apóstolos a haviam aplicado às circunstâncias da igreja primitiva. Devemos seguir o exemplo de Jesus e de seus apóstolos e discernir os princípios morais ensinados ao longo das Escrituras e aplicá-los zelosamente à igreja e ao mundo de nosso tempo.
Porém, a identificação, a interpretação e a aplicação correta da lei de Deus é uma tarefa complexa que exige uma análise das Escrituras como um todo. Deus revelou a sua lei a Adão e Eva na forma de suas responsabilidades gerais como portadores da imagem de Deus (Gn 1.27-30) e na proibição com respeito ao fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal (Gn 2.15-17). Deus também revelou a sua lei a Noé e aos patriarcas israelitas de várias maneiras apropriadas às suas respectivas circunstâncias. No tempo de Moisés, Deus descreveu a sua lei em detalhes, de acordo com o estágio da história da salvação em que seu povo se encontrava e também inspirou a sua primeira codificação. Outras revelações transmitidas ao povo de Deus pelos profetas do Antigo Testamento também aplicaram a lei eterna de Deus a Israel, especialmente durante o período monárquico (25m 23.1-2; 24.11). Por fim, a lei eterna de Deus foi revelada por Cristo e seus apóstolos, cujos ensinamentos são sintetizados como sendo de autoridade no Novo Testamento (p. ex., Mt 5-7). Uma vez que o caráter de Deus é imutável e nunca se contradiz, em nenhum momento os princípios de conduta exigidos num estágio da revelação contradizem outras prescrições. E, no entanto, nunca são exatamente iguais.
A expressão mais complexa da lei eterna de Deus na revelação bíblica aconteceu no período de Moisés, o grande legislador de Israel. Tradicionalmente, a teologia reformada dividiu a lei mosaica em três partes: a lei moral, a lei cerimonial (rituais, cultos, etc.) e as leis civis ou judiciais (regras sociais e criminais). Desde que nos lembremos que essas categorias se sobrepõem de várias maneiras, essa distinção tríplice é útil.
Os Dez Mandamentos expressam os princípios morais básicos da lei de Deus em dez regras simples, mas abrangentes. Essas leis são declaradas de modo um tanto abstrato e, portanto, podem ser aplicadas com relativa facilidade a todas as pessoas, lugares e épocas. As leis judiciais e cerimoniais, porém, são estreitamente ligadas a aspectos e circunstâncias da época. As cerimônias foram criadas para o culto no tabernáculo e no templo, e as leis Judiciais visavam guiar Israel como nação teocrática. Esses aspectos da lei de Moisés são relativamente difíceis de serem aplicados à era do Novo Testamento, pois as cerimônias e a organização politica de Israel se cumpriram em Cristo. Ainda assim, os princípios morais que alicerçam as leis cerimoniais e judiciais ainda devem ser aplicados ao nosso tempo.
Por fim, o próprio Novo Testamento orienta o modo de vida dos cristãos do período posterior ao ministério de Cristo aqui na terra ao fornecer suas próprias regras ou leis. A vida cristã não é desprovida de leis externas. Jesus ensinou vários princípios morais e demonstrou repetidamente como seus ensinamentos eram aplicações verdadeiras da lei de Moisés (Mt 5-7; 12.11-12; Mc 2.23-28). Os apóstolos também ensinaram os mandamentos de Deus à igreja (Jo 13.34; 1 Co 14.37; 1Jo 2.7-8) e mostraram em várias ocasiões que essas prescrições eram aplicações da revelação do Antigo Testamento. Quando Paulo declarou, não estar "sem lei para com Deus, mas debaixo da lei de Cristo" (1 Co 9.21), por exemplo, quis dizer que tinha a obrigação de guardar toda a lei de Deus do mesmo modo que Cristo e os apóstolos a haviam aplicado às circunstâncias da igreja primitiva. Devemos seguir o exemplo de Jesus e de seus apóstolos e discernir os princípios morais ensinados ao longo das Escrituras e aplicá-los zelosamente à igreja e ao mundo de nosso tempo.
Texto extraído: Bíblia de Estudo de Genebra | Editora Cultura Cristã - SBB
Fonte da imagem: http://commons.wikimedia.org/wiki/File:Rembrandt_Harmensz._van_Rijn_079.jpg
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